sexta-feira, 15 de março de 2013

Sankovitch

Nina e seus filhos

A moça na praia é Nina Sankovitch. Mês passado li seu livro, O Ano da Leitura Mágica (que em inglês se chama Tolstoy and the purple chair). Nele descreve seu exercício terapêutico de devorar 365 obras, uma por dia, ao longo de 365 dias. E na manhã seguinte ainda cometer a audácia de anunciar o fato ao mundo através de um website (o ReadAllDay, pode conferir).
Sem repetir autores, uma vítima nova a cada noite. Ainda estou surpreso por ela não ter adotado um e-reader; foram necessárias várias viagens a livrarias e bibliotecas... mas fica aparente no texto um certo fascínio pelo contato físico com os encadernados. Cerca de seis horas diárias dedicadas a tarefa que classificou como trabalho para evidenciar a disciplina.
Embora eu a considero mais um leitora que uma escritora, e talvez o livro seja mais indicado para leitores compulsivos que se envolvem emocionalmente com os protagonistas, acho que o caso em si é realmente interessante. O título nacional parece até uma piada. Eu escreveria na capa: Ritual para passar em vestibular e concurso público. Dá vontade de mandar um e-mail para a danada e convidar a contar o Omer.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Precipitado

Hoje ouvi barulhos inesperados na janela. Granizo.
Apenas para anunciar que vinha água. Bem que poderia ter parado por aí. Gelo, água, vento, raio, trovão. Levando em conta que semana passada eu fiquei (felizmente seco) preso em uma enchente, até que dirigir em avenidas com semáforos desligados não foi complicado.

Tempestade, do latim tempestate, pode ser uma "agitação". Claro, uma agitação atmosférica; mas vem para agitar o cotidiano, os mares, ajudar o solo a gerar vida. É como ser acordado com música barulhenta. Interpretada por nuvens, entremeada por relâmpagos, assistida por uma plateia pouco grata.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Marcha


Quem foi que inventou o Brasil?
Foi seu Cabral!
Foi seu Cabral!

No dia vinte e um de abril
Dois meses depois do carnaval


A marchinha de Lamartine, brinca com o adágio: o ano novo só começa depois do carnaval...
Até lá tem trabalho a ser feito, mas quem conseguir manter o ritmo que puxe a viola

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Post Inicial

Dou um passo a frente para realizar uma saudação.
Extendo a mão para dar as boas vindas.
A outra mão, sobre o ombro, aproxima para que testemunhe de perto.

Seja bem vindo!